You & Me On A Country Jamboree Vol.1 (Country Reggae Compilation 1968-78)


**Português

Vamos voltar no tempo. Especificamente ao século XIX. A Jamaica toda se divide basicamente em diversos latifúndios e seus donos, ou seja, a aristocracia inglesa branca. Sob o sol escaldante do caribe, entre as plantações de cana-de-açúcar, banana, etc, milhares de escravos cantavam para que as horas de intenso labor fossem menos severas. A entonação vocal era única.



Uma distorção nasal exótica e ao mesmo tempo bela, que revela nada mais, nada menos, que a tentativa de continuação de culturas ancestrais milenares em uma terra estranha. Com o passar dos anos, e a fusão cultural entre a cultura negra e inglesa, surge o mento, que durante boa parte do século XX vai representar a produção musical jamaicana.

Esses “caipiras” conseguiram até um certo sucesso, mesmo servindo de “bicho de zoológico” para grandes companhias de Hotéis onde se apresentavam. Com a década de 60, e a avalanche cultural e o orgasmo musical que Kingston sofreu, essa vertente mais “rústica” da música jamaicana ficou sob segundo plano. Muitos tentaram uma carreira musical na capital, mas esbarraram em “exigências técnicas”, principalmente das gravadoras inglesas.

É bom lembrar que na Jamaica, o termo “Quashie”, ou seja, “caipira”, tem um sentido pejorativo fortíssimo. Poucos foram os produtores que acreditaram no “country reggae” e consequentemente, raras são as gravações desse estilo. Nessa coletânea, boa parte das músicas jamais fora lançada em LP, muito menos CD.

Aliás, peço perdão pelo “chiado” de algumas músicas. Nessa compilação consta alguns raros exemplos dessa distorção nasal descendente da musicalidade africana, como em “Babylon Wrong”, um raro B-Side de Aston “Peanuts” Davis. Vale lembrar que só existem duas músicas conhecidas desse sujeito.

O lado A e o B de um compacto de 7 polegadas. O lado A é simplesmente Jailhouse Yodel, na minha humilde opnião, uma das músicas mais lindas que a Jamaica nos deu. Conhecida no triumvirato do roots (São Luís-Belém-Fortaleza) como Melô de Catuaba. Estão presentes também 4 músicas da dupla Prince Brothers, que chegou a ser produzida por Mrs. Sonia Pottinger. Com “Charmaine”, ou o Melô de Macumbeiro, os Irmão Prince se tornaram famosos em alguns lugares, mesmo sem ter idéia de tal fama.

Definitivamente, clássicos do “country reggae” (termo criado pelo colecionador e dj Cabeça de Leão, fora do Brasil, existem outras denominações, como reggaemento entre outras). Estão presentes tambem algumas músicas de cantores que foram influenciados pelo estilo. Watty Burnett (o mesmo King Burnett), que hoje canta com os Congos.

Max Romeo regravando um calypso em forma de “pedra”. E ainda um raro som de Judge Dread, com a clara influencia do country no ritmo. Fora isso, é preciso notar que, mesmo que muitos cantores não tenham gravado country, a musicalidade do interior da jamaica é visível no trabalho de muita gente. Quando um (até então) pintor de paredes de Kent Village resolveu subir no palco de um dos muitos festivais da Jamaica, foi recebido com insultos, como: “Cai fora, caipira”.

Conta-se que, na segunda metade da música Cherry Oh Baby, Eric Donaldson já estava sendo aplaudido de pé, vindo a ser vencedor do festival. A voz única, logicamente foi um fator essencial. Eu poderia citar varios outros, Leonard Dillon (Ethiopian), Maytones, Jackie Brown, etc. Resumindo: existe um universo de música e cultura além daquilo que uma prateleira européia pode mostrar.


ENGLISH:

Let’s go back in the time. Let’s go back to XIX Century. Jamaica divides itself basicaly in large states and their owners, the white british aristocracy.

Below the hot caribbean sun, between the sugar cane and banana plantations, millions of slaves sang to make the hours of the exhausting work less severe.

The vocal entonation was unique. An exotic nasal distortion, beautiful at the same time, that reveals nothing more, nothing less than the continuation of trying to keep the ancient cultures alive in another land.

Passing the years by and with the cultural mixture between the white and the black culture, it’s created the Mento, that during this part of XX Century could represent the Jamaican musical production.

Those “Rednecks” achieved a certain success, even being a “zoo animal” for the major hotel companies where they used to play. By the 60’s, the cultural avalanche and the musical orgasm Kingston had suffered this more “rustic” kind of Jamaican music was on the second plan.

Many tried to make a carrier in the city but the “technical requirements” at the major labels were certainly a big problem. It’s good to remember that in Jamaica, the term “Quashie”, the same as “Redneck” or “caipira” has a huge pejorative meaning.

Just a few producers believed in “Country Reggae” and, consequently, the recordings of that time are very rare. In this compilation, many of the songs were not released ever by LP in anytime.

01 - Carl Dobson - Whoopin mama
02 - Stanley beckford and the turbines - kingston girl
03 - The Ewartonians - Expressing My Feelings
04 - Prince Brothers - Charmaine
05 - Lord Flowers - Pudding Pan
06 - Naaman Lee - Sweeter Than Sugar
07 - John Snowball - Buggy And Horse
08 - Ranchie mclean - country dreadlocks
09 - Green And Hodge - Green Bananas10 - Charlie Ace And Sticky - Penny Reel
11 - Aston (Peanuts) Davis - JailHouse Yodel
12 - Black Hunters - Brillcream
13 - prince brothers - sweet jamaica
14 - Prince Brothers - Let Them Play
15 - Prince Brothers - Ram Jam
16 - The General - Revolutionary Dreadlocks
17 - Astley Dixon (As Stage Lion) - Romping In My Room
18 - Aston (peanuts) davis - babylon wrong
19 - Easton Clarke - Mass Charles
20 - Jackie Brown - Wet Baggy
21 - Turnell McComarck and The Cordells - Irie Festival
22 - Watty Burnett - Dash It Pon Him
23 - Max Romeo - Jamaica God Bless You (BONUS)
24 - Judge dread - Trenchtown billy (BONUS)

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You & Me On A Country Jamboree Vol. 2


Em 2007, o renomado selo Trojan lançou uma box com o título “Country Reggae Box Set”. O problema é que a compilação não traz as músicas que os “quashies” jamaicanos interpretavam, e sim, na maioria dos casos, uma interpretação jamaicana do Country americano, que chegava à ilha via rádio, bem como o Soul.

Já a nossa coletânea (que não visa lucro algum), procura desvendar aquilo que não foi anunciado no rádio com entusiasmo, aquilo que não foi posto na TV, num dia de domingo, sobre o sorriso comprado de dançarinas de palco, aquilo que (felizmente, talvez), foi descartado pela indústria milionária da música e posto num arquivo enferrujado chamado “trash”. Para quem pediu, apresento mais três gravações da dupla Prince Brothers, trazendo versões para clássicos do Mento, como “Gal and Boy”, um remake de “Manuel Road”. E por falar em versão, o ex-baixista de Peter Tosh, George “Fully” Fullwood aparece cantando uma antiga e popular canção chamada “Rucumbine”, um clássico do que poderíamos chamar de MPJ (música popular jamaicana). Quem já estava acostumado com a voz desafinada dos caipiras, pode ver, agora,alguns exemplos de Country Reggae cantado por elas. Com Sister Bell (infelizmente só se conhece essa música dela) temos Guideline 74, uma típica música das competições musicais nos “Festivals” pela Jamaica. Lynthia Cooper, da qual não sabemos nada a respeito, traz um clássico das radiolas do Norte/Nordeste do Brasil, Three Minute Man, composta por Max Romeo. Mas o destaque, desta vez, fica para Stanley Beckford, líder e formador original dos Starlights e The Turbines, que faleceu no dia 30 de abril de 2007, por complicações de um câncer estomacal. Stanley, que já veio algumas vezes ao Brasil, era particularmente famoso no “triumvirato do roots” brasileiro (São Luís, Belém e Fortaleza), além de Salvador e outras cidades. A coletânea traz músicas raras,

que não foram lançadas pelo selo Heartbeat no cd “Soldering”, incluindo uma em que Stanley aparece como Bellfield, numa produção de Alvin Ranglin. De bônus, a compilação traz ainda uma versão de 1978 de Whooping Mama, de Carl Dobson (a faixa de abertura do CD vol. 1), com produção de Joe Gibbs.Fora isso, é preciso notar que, mesmo que muitos cantores não tenham gravado country, a musicalidade do interior da jamaica é visível no trabalho de muita gente. Quando um (até então) pintor de paredes de Kent Village resolveu subir no palco de um dos muitos festivais da Jamaica, foi recebido com insultos, como: “Cai fora, caipira”. Conta-se que, na

segunda metade da música Cherry Oh Baby, Eric Donaldson já estava sendo aplaudido de pé, vindo a ser vencedor do festival. A voz única, logicamente foi um fator essencial. Eu poderia citar varios outros, Leonard Dillon (Ethiopian), Maytones, Jackie Brown, etc. Resumindo: existe um universo de música e cultura além daquilo que uma prateleira européia pode mostrar.

Dj CanutoLion

01 - Stanley Beckford - Ina Mi Time
02 - The Black Brothers - The Donkey Bray
03 - The Prince Brothers - A Fe Me Something
04 - Calypso Joe - Adults Only
05 - The Starlights - Mr Walker
06 - Easton Clarke - Bike No License
07 - George Fullwood - Rucumbine
08 - Naaman Lee - English Woman
09 - Sister Bell - Guideline 74
10 - Bellfield (aka Stanley Beckford) - How You Gonna Get Control
11 - Milton Hamilton & The Classics - Long Long Road
12 - Lynthia Cooper - Three Minutes Man
13 - The Prince Brothers - Gal & Boy
14 - Mellow Lads - Back & Belly
15 - Stanley Beckford (As Starlites) - Faithfull Wife
16 - Billy Dice - Jamaica Will Wear A Crown
17 - The Prince Brothers - Man In Your Life
18 - Mister Flowers - Long Time Daughter
19 - (Bonus) - The Man Ezeke - Love Jamaica
20 - (Bonus) - Carl Dobson and The Liberals - Whoping Mama (Version 2)

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Hot Rod All Stars & Friends - You&Me Presents [196x]


Hot Rod All Stars, A.K.A Cimarons, um dos maiores nomes do Skinhead Reggae.

Apesar do gênero ser um sinônimo de Early Reggae, podemos identificar alguns elementos que tornam o termo mais evidente.

A começar, é claro, pelas temáticas feitas especialmente para o público Skinhead, como é o caso das músicas Skinhead Moondust, Skinheads speaks his mind, Skinheads don’t fear. além disso, temos também a forte pegada do reggae feito para os ingleses, com o ritmo mais “quebrado” e agressivo, como pode ser observado na música “AGGRO”, termo usado para se referir a violência.

O grupo era a mesma formação do Cimarons. Mas nçao não tem nenhum álbum lançado sob o nome de Hot Rod All Stars, apenas compactos de época compilados em algumas coleções. Por isso, resolvemos reunir esses sons para facilitar o acesso para essas pérolas que retratam o início do reggae, em sua forma mais nua e crua. O Skinhead Reggae.

01- Nevillle Hinds - The Originator
02- The Bovver Boys - Aggro
03- Hot Rod All Stars - Psychedelic birds
04 - Hot Rod All Stars - Virgin Soldiers
05 - Hot Rod All Stars - Pussy Got Nine Life
06 - Hot Rod All Stars - Skinhead Moondust
07- Hot Rod All Stars - Skinhead speaks his mind
08- Hot Rod All Stars- Skinheads dont fear
09- Hot Rod All Stars - Return Of The Bad Man
10 - Hot Rod All Stars - A Fistfull of Dollars
11- Hot Rod All Stars - 10 commandments from the devil
12 - Hot Rod All Stars - Lick it Back (Boss Sound)
13- Hot Rod All Stars - The Longest Day
14- Hot Rod All Stars - Shocks Of A Drugs Man
15- Hot rod All Stars - Moonhop in London
16- Rupie Edward All Stars - Revenge Of Clint Eastwood
17- Des All Stars - Black Scorcher
18- Rupie Martins All Stars- Super Lotus

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You & Me Presents: Early Roots Reggae


Dentro do Reggae existem vários subgêneros que nos ajudam a diferenciar cada ‘pegada’ específica de som.
Nessa coletânea vocês vão ouvir o Early do Roots, ou seja, o início do Roots Reggae no comecinho dos anos 70 até a metade da década, muito apreciado no Maranhão, a ‘Jamaica Brasileira’.
Batizamos esse estilo de som como ‘Early Roots’ só pra diferenciar dos demais subgêneros, porém aí no meio vocês vão encontrar alguns sons que podem ser classificados como Lovers também que se encaixam como Early Roots. Mas aqui tudo é Reggae, então chega de texto, põem o capacete e escuta uma hora só de PEEEEDRAS!

01 - Hubert Lee - Something On Your Mind
02 - George Ferris - With Every Dream
03 - Delroy Wilson - Closer Together
04 - Donovan Carles - Be Thankful
05 - The Willows - A Me No Trouble You
06 - James Brown - Dont Say
07 - Patrick Alley - You’re All I Need
08 - Jimmy London - Till I Kissed You
09 - Loyd Armstrong - I Think God For You
10 - John Holt - My Desire
11 - Pioneers - Warm And Tender Love
12 - Claudette Miller - Tonight Is The Night
13 - Barbara Jones - Come And Get Some
14 - Sharon Forrester - Silly Wasn’t I
15 - Carol Brown - Touch Me Baby (Reaching Out For Your Love)
16 - The Morwells - Baby Why Did You Leave Me To Cry
17 - Delroy Williams - Red, Gold And Green
18 - Peter Scarlett & Fabulous Five - Sweet P
19 - Jimmy London - Back Row At The Movies
20 - Heptones - God Bless Whoever Sent You
21 - Veronica Adams - Keep It In The Family
22 - Delroy Williams - Lets Be People
23 - Lloyd Parks - Kung Fu Fighting

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Podcast You&Me - Studio One Inna Different Style


Quando falamos em Studio One logo vem à cabeça ritmos como ska, rocksteady e early reggae. Mas o primeiro estúdio jamaicano foi muito além desses gêneros. É isso que mostramos nesse podcast dedicado ao versátil produtor Coxsone Dodd que nos deixou há exatos oito anos.

Podcast Studio One Inna Different Style! Com a família reunida!



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Podcast Skinhead Reggae


                    
Pode se dizer que todo Skinhead Reggae é Early Reggae, mas nem todo Early Reggae é Skinhead Reggae. Não basta ter sido gravado no final de 1968 pós-rocksteady e com shuffle clássico da guitarra. São muitas coisas fazem um som ser “skinhead”. 
Difícil? Ouça!

You And Me On A Pee-Wee Vol.1 E 2 (Train Reggae Sounds)


Imagine uma ilha onde a economia é basicamente agrária. Não há muitas opções de transporte e toda a produção do país e a circulação de pessoas são feitas através de ferrovias.

É por isso que os trens renderam tantas músicas na Jamaica e a palavra está presente e é assunto pricnipal de várias delas.
Decidimos separar algumas dessas histórias que vão desde a namorada que pegou o trem e se foi passando pelo trem da redenção e o da psicodelia!

ENJOY!
You Don’t need a ticket nor a bagage, just get on board…..

01 - Intro - Pee wee
02 - Laurel Aitken - Skinhead Train
03 - Reggae Boys - The Reggae Train
05 -Dandy Livingstone - People Get Ready
06 - derrick harriot & the chosen few - psychedelic train
07 - Soul cats - Choo Choo Train
08 - pyramids - train tour to rainbow city
09 - Jackie Mittoo and the Soul Brothers - Train to Skaville
10 - Tricia & The Supersonics - Going Home On The Morning Train
11 - The Gladiators - The Train Is Coming Back
12 - Ernest Wilson - Freedom Train
13 - Junior Murvin - Roots Train
14 - The Upesetter - Roots Train Dub
15 - Jacob miller - Westbound Train
16 - The Observer All Stars - One Train Load Of Dub
17 - Desmond Dekker - Rude boy Train
18 - Charmers - Skinhead Train
19 - Carey Johnson - Correction Train
20 - Roy Shirley - Musical Train
21 - Ken boothe & The Wailers - The Train is Coming
22 - Melodians - Last Train to Expo 67 [v]
23 - Scotty - Salvation Train
24 - Symarip - Must Catch a Train
25 - Keith and Tex - Stop That Train
26 - The Skatalites & Laurel Aitken - Freedom Train
27 - Lynn Taitt & The Jets - Leaving On The Train
28 - Final
Vol.2
01 - The Ethiopians - Engine 54
02 - Lovers Train - The Freedom Singers
03 - Lloyd Williams - Black Man’s Train
04 - Gladiators-FreedomTrain
05 - Speed-Theres A Train
06 - Fitzroy And Harry - Pop A Top Train
07 - Rudies - Train To Vietnam
08 - Three Tops - Great `68 Train
09 - The Inspirations - Train Is Coming
10 - Dennis Alcapone - Train To Glory
11 - Well Pleased And Satisfied - Love Train
12 - The Cultures - This Train
13 - Winston Curtis - Freedom Train
14 - J C Speaker - Donkey Train
15 - Ray Martell - She Caught The Train
16 - Black Blood - Party Train
17 - Bill Gentles - True True Train
18 - Dandy and the Brother Dan Allstars - Donkey Train
19 - Clancy Eccles - Dollar Train
20 - Derrick Morgan feat. Hortence Ellis - Reggae Train
21 - Soulful Flames - Soul Train
22 - Peter Tosh - Stop That Train
23 - Sonny Binns & The Rudies - Night Train
24 - Merlin Webber - Freedom Train

Podcast You&Me - Jackie Bernard (Kingstonians)

Em dezembro de 2010, tivemos o prazer de conhecer na Jamaica Jackie Bernard, líder do lendário grupo Kingstonians. Já em abril do ano seguinte, ficamos honrados em trazê-lo ao Brasil, onde ficou pelo período de um mês. Contamos um pouco da história de Mr. Bernard neste podcast. Não deixe de conferir também nossa coletânea You&Me Presents Jackie Bernard.


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Dennis Alcapone @ Jamboree - 21/04/12



Depois de trazermos King Stitt, Jackie Bernard (Kingstonians), Ska Professor entre outros, a You&Me teve o imenso orgulho de apresentar Dennis Alcapone na Jamboree!

A apresentação ocorreu no último dia 21 de abril e marcou a volta do cantor Brasil depois de quase 10 anos, quando fez seu primeiro e último show em São Luís do Maranhão.

Agradecimento ao Gabriel Alexandre que gravou esse vídeo!

You & Me Presents - Obscure Rocksteady Rarities [1966-68]



Apesar da curta duração de sua vida, entre 66 e 68, e algumas outras gravações fora de época, o Rocksteady foi um dos ritmos que mais teve “faces” ou “estilos” dentro do próprio gênero.

Na maioria das vezes pensamos no Rocksteady como um ritmo alegre que trata de assuntos como amor e desilusão. Porém o Rocksteady vai muito além disso, tanto liricamente como sonoricamente falando.

E como muita gente já deve ter percebido, essa é a fase da música jamaicana que mais gostamos. Principalmente pelo fato de que muitas canções acabaram no anonimato, ou como gostamos de dizer, permaneceram obscuras e raras, disponíveis apenas nas mãos de colecionadores, que pagam uma fortuna pelos compactos.

Justamente pelo achado e pela grana investida, eles não têm interesse algum em digitalizar para mp3.

Provaremos isso nesta coletânea que conta com 19 petardos do mais puro e obscuro Rocksteady. Obscuro?

Sim. Obscuro, místico, denso, velho ou simplesmente do fundo da alma, ou como nós da You & Me particulamente gostamos de classificar como “Barroco”.

Barroco porque, ao mesmo tempo que é elaborado, ele consegue ser rude e cru, as gravações são na maioria das vezes precárias, com microfones ruins, até mesmo captando o som de toda banda em apenas um microfone ao centro da formação dos músicos. Basta prestar atenção no velho piano de madeira dedilhado em “HeartBreak Girl” ou na bateria pesada e sincopada de “Satisfy My Love” ou na profundidade vocal de “Young Love”.

Dentre outras raridades que apresentamos nesta coletânea, temos canções como o cover mais dark que uma música dos Beatles poderia ter. “All My Loving”, de Prince Buster, é simplesmente uma pedra maciça! Outra faixa a se destacar é a abertura da coletanêa (e foto da capa) “Always Together” do mega-desconhecido Stephen Chang, um Rocksteady Barroco que só teve uma prensa em compacto jamaicano pelo selo Sunshot e que é cantado em chinês!!!

Isso parece obscuro para vocês?

Além de belíssimas faixas de cantores famosos como Ken Boothe e Larry Marshall essa coletânea, que é uma pedrada sem piedade alguma na orelha do reguero, termina com um som obscuro mas já clássico nas seleções da Jurassic Sound System “Cool Operator” de Ossie & Killowats.

Poderíamos dizer que são 19 faixas sem firulas ou experimentações, diretas e cruas, mas não menos bonitas que as “famosas”.

Portanto, aproveitem esse apanhado de raridades selecionadas à dedo por nós da You and Me especialmente para vocês.

01 - Stephen Chang - Always Together
02 - Alton & Zoot with Wailers - Rude Boy Prayer
03 - The Attractions - Young Wings Can Fly
04 - Lloyd Clarke - Young Love
05 - Alva Lewis - Revelation
06 - Prince Buster All Stars - All My Loving
07 - Noel Brown - Heartbreak Girl
08 - Pioneers - Some Having A Bawl
09 - The Groovers - You’ve Got To Cry
10 - Evan & Jerry with The Carib Beats - Rock Steady Train
11 - Horace Hinds - BlackMan Country
12 - Larry Marshall - Suspicion
13 - Queen Patsy & Stranger Cole - Satisfy My Love
14 - Zoot Sims - Take It Cool
15 - Ken Boothe - Thinking
16 - Junior Soul - Out Of My Mind
17 - Hemsley Morris - Little Things
18 - Jo Jo Bennet & Byron Lee - Rock Steady
19 - Ossie & The Killowats - Cool Operator (Bonus)

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A Virada que não está no papel



17/05/2010
 às 22:04 \ Feira Livre

A Virada que não está no papel

Foto: Dió
Foto: Dió
Bruno Abbud
Marcelo Sono acordou antes do meio-dia no último sábado. Trocou a roupa amarfanhada, dirigiu uma Kombi branca pelos seis quilômetros que separam a Vila Mariana da Praça da Sé, no centro da capital paulista, e ali desceu com quatro amigos. Alguns moradores de rua notaram o movimento e ofereceram ajuda quando os jovens começaram a descarregar as três toneladas de equipamentos de som que transbordavam do interior do veículo para a calçada da rua Irmã Simpliciana. Era o dia da Virada Cultural paulistana. Por isso, os guardas civis metropolitanos e os fiscais de trânsito que passavam pelo local relevaram a algazarra armada em frente do boteco de dona Vânia.
Sono, Greg Fernandes, Carlos Pappa Neggo, Luis e Jurássico, todos com menos de 25 anos, pagam até R$ 2 mil pelo disco de vinil que colocam na velha vitrola ligada ao poderoso aparato acústico ─ verdadeiras paredes formadas por caixas de som, inspiradas nos antigos sound systems jamaicanos. Sobre a melodia que sai das caixas, cantam um repertório de reggae clássico. Desde 2008, o “Jurassic Soundsystem” não está na programação da Virada Cultural. Não oficialmente.
Depois de insistentes solicitações, o grupo desistiu de esperar pela resposta da prefeitura e resolveu o problema por conta própria. Fundaram a Virada Ilegal, que neste ano chegou à terceira edição. O evento, divulgado pela internet, acontece graças a um pedaço de calçada livre e uma tomada. Dona Vânia troca a energia elétrica de seu pequeno estabelecimento pela fidelidade do público. Num só dia, vende mais cervejas do que durante o ano todo. A festa se repete todo mês naquele local. Em maio, com a Virada Cultural, a exposição do grupo se amplia notavelmente. No embalo da madrugada organizada pela prefeitura, poucas pessoas percebem que aquela é uma Virada que não está no papel.

Podcast You&Me - Jamaican Festival

Na década de 60, fervilhavam novos artistas na Jamaica. Neste cenário surgiu os grande festival da ilha. Criado para atrair turistas e incentivar a cultura musical jamaiacana, é realizado todos os anos, desde 1966, até os dias de hoje. Claro que aqui o foco será os anos dourados desta que foi uma das "fábricas" de músicos na Jamaica!


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Dennis Alcapone - Wake Up Jamaica (197x)

Compilado que reúne as clássicas pedras do deejay mais zica da Jamaica. Só big tune que você poderá ver ao vivo nesse Sábado, na Jamboree @ Teatro Coletivo, chance única e imperdível de ver o lendário Dennis Alcapone em ação! Algumas dessas vão rolar...

01 - Ba Ba Riba Skank Feat Lizzy
02 - Judgement Day
03 - Cry Though
04 - Love Is Not A Gamble
05 - Mosquito One
06 - Musical Alphabet
07 - My Voice Is Insured
08 - King Of Kings
09 - Picture On The Wall
10 - Teach The Children
11 - The Funky Thing
12 - The Great Woogie
14 - The Wedding Song
15 - Wake Up Jamaica

Dennis Alcapone - Belch It Off (1974)

Nem de longe esse chega a ser o melhor álbum do Dennis, mas com certeza é a melhor capa! Different Style! Aquecimento pra Jamboree com Dennis Alcapone nesse sábado (21) no Teatro Coletivo.

01 - Dennis Alcapone - Belch It Off
02 - Dennis Alcapone - Jack Horner
03 - Dennis Alcapone - God Father
04 - Dennis Alcapone - Do It
05 - Dennis Alcapone - Over And Over
06 - Dennis Alcapone - Old King Cole
07 - Dennis Alcapone - Bad Habit
08 - Dennis Alcapone - Hard Time
09 - Dennis Alcapone - Party Time
10 - Dennis Alcapone - Sorry Harry

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1st time in Europe - Jurassic soundsystem @ Spain - Granada

People from Europe !!
For the first time, Jurassic Soundsystem in Granada, Andalucia!

Come to hear the best selection of Old School Ja Music!
The classics and the rarities ! Strictly ORIGINAL PRESSES!

All Star Top Hits

Esse disco é um pedaço da história da música jamaicana.

Primeiro álbum do Studio One, reúne músicas produzidas por Coxsone que mostram o começo da formação musical na ilha. Gravado em 1961, na Federal Records, ele retrata a tentativa dos jamaicanos de imitar o Rhythmm Blues Dos Estados Unidos. Foi a junção dele com o jazz, o mento e o calypso que deu origem ao primeiro ritmo da Jamaica, o ska. Mas aqui é um passo anterior.

Inaugurado em 1963, o Studio One, de Coxsone Dodd, foi o primeiro estúdio de gravação legitimamente jamaicano. Até então, a pioneira Federal Records tinha como dono Ken Khouri, de origem libanesa. Mas isso é uma briga que pode ser discutida porque Khouri, nasceu na Jamaica, mas era um branquelo com cara de libanês, o que faz com que muitos considerem o Studio One como primeiro estúdio de um jamaicano.

Até 1963, as músicas eram feitas todas na Federal Records que gravava, produzia e prensava discos que iam do mento e calypso ao rhythm and blue. A partir de 63, o Studio One serviu como uma escola para artistas como Jackie Mittoo, Marcia Griffths, Alton Ellis e tantos outros.

Por falar em artistas, este álbum traz músicas raras de muitos deles em começo de carreira, como o próprio Alton Ellis quando ainda fazia um dueto com Eddy Perkins.

Enfim, isso é o que deu forma à música jamaicana e como dito antes, é um pedaço importante da história dela.

Como amostra vai a belíssima Lonely Moments.









01 - aubray adams and rico rodriques - stew peas and cornflakes
02 - d. harriot - answer me my darling
03 - clancey eccles - river jordan
04 - clue j. & his bluesblasters - salt lane shuffle
05 - the charmers - jeanie girl
06 - don drummond - don cosmic
07 - cecil lloyd - ocean 11
08 - the jiving juniors - over the river
09 - alton & eddy - my heaven
10 - don drummond - just cool
11 - chuck josefs - du-du-wap
12 - lascelles perkins - lonely moments

The Termites - Do The Rocksteady [1976]


Quando o assunto é Termites, falamos em feras que vão além da dupla formada por Lloyd Parks e Wentworth Vernal. Estamos nos referindo também a Lyn Taitt e sua banda The Jets. Foram eles que deram suporte a esse dueto do rocksteady que começou a gravar em 67 para Coxsone Dodd. Este álbum é o único dos Termites, que teve uma carreira meteórica. Quem colheu mesmo os frutos do sucesso foi Lloyd Parks que seguiu carreira solo e se tornou um dos maiores artistas do reggae. Mas antes disso, deixou alguns sucessos ao lado de Wentworth, entre eles a belíssima "Last Love".








Do The Rock Steady
My Last Love
Sign Up
It Takes Two To Make Love
Attractive Girl
Beach Boy
Corporal Jones
Heartaches
Too Late Will Be Your Cry
Go Back To Your Country
Have Mercy Mr. Percy
Momma Didn't Know

Skinhead Revolt



20 clássicos do Skinhead Reggae. Primeiro álbum postado nesse blog.

1. Skinhead Revolt
2. What Will Your Mother Say
3. If It Don't Work Out
4. Champion
5. Little Better
6. Left With A Broken Heart
7. In The Spirit
8. Reggae Girl
9. Death A Come
10. Skinhead Speaks His Mind
11. Dark End Of The Street
12. Shu Be Du
13. Come A Little Closer
14. Barbabus
15. Loving Reggae
16. Ease Me Up Officer
17. Got to Get Away
18. To Love Somebody
19. Place Called Happiness
20. Last Call

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Al Campbell - Ain't That Loving You [1978]


Álbum é para os apaixonados.Um Roots carregado com uma forte pegada Lovers somado ao belíssimo vocal Soulful de Al Campbell. O cantor teve a linha inspirada por cantores da Soul Music.

Talvez esse álbum seja o mais meloso de Al Campbell. Talvez seja porque ele teve um dedo do Pat Kelly, que trabalhou com ele ao lado de King Tubby sob a produção de Bunny Lee. 

Isso sem contar a participação de Sly Dunbar na bateria, Winston Wright no orgão e Willie Lindo na guitarra. Time de peso!


Gravado no estúdio King Tubby em 1978.


Wicked A Go Feel It
Hypochrites
Free Up Rasta
The Moment Of Truth
This Is A True True Love
One Room Shack
Ain't That Loving You
Pick Up Your Telephone
Promise Is A Comfort To A Fool
Feeling Of Love
Carefree Billy

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Techniques -357 Magnum Dub



Álbum dos Techniques difícil de ser encontrado. É um disco posterior a morte de Slim Smith. Sem o brilho da voz que marcou o grupo, a ideia era dar continuidade ao trabalho, o que acabou ficando restrito a um dub instrumental.

A produção é de Winston Riley & Carl Campbell, dono do selo Carl's Records.








Weary Dub
Fashion Dub
Enforcer Dub
Adam Dub Eve
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Barrington Spence - Tears On My Pillow [1976]

Reggae romântico daqueles que agradam a maioria das pessoas que não conhecem o ritmo a fundo. Isso pode soar ruim para alguns que tem a sindrome do underground, mas Barrington Spence faz esse estereótipo do reggae com seu estilo próprio.

Esse álbum em específico criou uma saia justa entre Barrington Spence e o produtor Bunny Lee.
Lançado em 1976, ele foi relançado em 99 por conta própria do Bunny Lee, sem o consentimento de Barrington Spence. Portanto, sem nenhuma gratificação por isso.

Em entrevista ao site Reggae-Vibes (leia aqui), o cantor conta que procurou o produtor. Bunny Lee teve a cara de pau de dizer que não sabia de nada, mesmo tendo seu nome estampado na capa do CD.

Bem... coisas da Jamaica que não podemos julgar. O que podemos é dizer que os dois mandaram muito bem nesda produção!









I'm A Stranger
It's Gonna Take A Miracle
This Is My Story
Now You Come Running Back
Tears On My Pillow
Pamela
Blood Of Babylon
Skin Flesh And Bones
Don't Touch I Locks
Everything I Own


Parabéns Lee Perry!!!

Parabéns Lee Perry, 76 Anos de idade - lenda viva!!!

Hoje, 20 de março, um dos maiores malucos (ou seria apenas um personagem de longo tempo frente ao publico/cameras?) da música Jamaicana completa 76 anos de vida.

Rainford Hugh Perry mundialmente conhecido como Lee “scratch” Perry e também mundialmente conhecido por suas produções magistrais desde o final dos anos 60 que vão de nomes Jamaicanos como Heptones, Bob Marley, Eric Donaldson, Junior Murvin, Max Romeo e nomes do mainstream da música mundial como Bestie Boys e Sinéad O Conor!

Dono de um dos mais expressivos e mágicos estúdios da música Jamaicana o lendário Black Ark (queimado por ele por circunstâncias até hoje não muito bem esclarecidas) Perry começou a carreira bem antes de se sentar a frente de uma mesa de som… Lee Perry em inicio de carreira apenas “King Perry” começou no inicio de 60 cantando o final da Era RnB Jamaicana e inicio do Ska.

Dono de uma voz que não se pode dizer que era das mais belas de todas mas muito peculiar e criativa, Perry gravou muito para seu “mestre”(posteriormente inimigo e depois novamente amigo) Coxsone, pedras raras e lindas do Ska Studio 1 que após briga se moveu para trabalhar com Joe Gibbs gravando mais lindas canções já na Era Rocksteady(canções inclusive de amor – fato não muito corriqueiro na carreira dele), dividiu produções e canções com Prince Buster mas foi somente em 1969 que sua carreira de produtor começou a chamar atenção (ainda trabalhando no estúdio de outro produtores) mas somente por volta de 1972 que seu Black Ark foi fundado e seu primeiro som registrado!

A partir dai sua história teve uma reviravolta e sua carreira linda de cantor(e percussionista) foram semi “esquecidas” tamanha sua genialidade dentro de seu estúdio, genialidade que para mim só pode ser comparada com a do rei Coxsone Dodd.

Genialidade que pra mim o faz o maior produtor da história da música Jamaicana depois de Coxsone, genialidade que pra mim torna o Black Ark o mais influente estúdio Jamaicano após o Studio 1, genialidade que pra mim o faz grande cantor/compositor que inclusive foi um dos grandes responsaveis por colocar Bob Marley no caminho certo do canto/composição e o apresentar para o mundo, genialidade que o fez um GÊNIO que hoje pode rodar o mundo em shows no minimo “estranhos” mas que jamais afetaram sua carreira incrivel seja como cantor/produtor/percussionista/compositor…

Parabéns Mr. Rainford Hugh Perry pelos seus 76 anos!!!