Al Campbell - Ain't That Loving You [1978]


Álbum é para os apaixonados.Um Roots carregado com uma forte pegada Lovers somado ao belíssimo vocal Soulful de Al Campbell. O cantor teve a linha inspirada por cantores da Soul Music.

Talvez esse álbum seja o mais meloso de Al Campbell. Talvez seja porque ele teve um dedo do Pat Kelly, que trabalhou com ele ao lado de King Tubby sob a produção de Bunny Lee. 

Isso sem contar a participação de Sly Dunbar na bateria, Winston Wright no orgão e Willie Lindo na guitarra. Time de peso!


Gravado no estúdio King Tubby em 1978.


Wicked A Go Feel It
Hypochrites
Free Up Rasta
The Moment Of Truth
This Is A True True Love
One Room Shack
Ain't That Loving You
Pick Up Your Telephone
Promise Is A Comfort To A Fool
Feeling Of Love
Carefree Billy

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Techniques -357 Magnum Dub



Álbum dos Techniques difícil de ser encontrado. É um disco posterior a morte de Slim Smith. Sem o brilho da voz que marcou o grupo, a ideia era dar continuidade ao trabalho, o que acabou ficando restrito a um dub instrumental.

A produção é de Winston Riley & Carl Campbell, dono do selo Carl's Records.








Weary Dub
Fashion Dub
Enforcer Dub
Adam Dub Eve
Dub A Carpenter
Dub Feeling
357 Magnum
Crucial Dub
Killer Dub
Techniques Special

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Barrington Spence - Tears On My Pillow [1976]

Reggae romântico daqueles que agradam a maioria das pessoas que não conhecem o ritmo a fundo. Isso pode soar ruim para alguns que tem a sindrome do underground, mas Barrington Spence faz esse estereótipo do reggae com seu estilo próprio.

Esse álbum em específico criou uma saia justa entre Barrington Spence e o produtor Bunny Lee.
Lançado em 1976, ele foi relançado em 99 por conta própria do Bunny Lee, sem o consentimento de Barrington Spence. Portanto, sem nenhuma gratificação por isso.

Em entrevista ao site Reggae-Vibes (leia aqui), o cantor conta que procurou o produtor. Bunny Lee teve a cara de pau de dizer que não sabia de nada, mesmo tendo seu nome estampado na capa do CD.

Bem... coisas da Jamaica que não podemos julgar. O que podemos é dizer que os dois mandaram muito bem nesda produção!









I'm A Stranger
It's Gonna Take A Miracle
This Is My Story
Now You Come Running Back
Tears On My Pillow
Pamela
Blood Of Babylon
Skin Flesh And Bones
Don't Touch I Locks
Everything I Own


Parabéns Lee Perry!!!

Parabéns Lee Perry, 76 Anos de idade - lenda viva!!!

Hoje, 20 de março, um dos maiores malucos (ou seria apenas um personagem de longo tempo frente ao publico/cameras?) da música Jamaicana completa 76 anos de vida.

Rainford Hugh Perry mundialmente conhecido como Lee “scratch” Perry e também mundialmente conhecido por suas produções magistrais desde o final dos anos 60 que vão de nomes Jamaicanos como Heptones, Bob Marley, Eric Donaldson, Junior Murvin, Max Romeo e nomes do mainstream da música mundial como Bestie Boys e Sinéad O Conor!

Dono de um dos mais expressivos e mágicos estúdios da música Jamaicana o lendário Black Ark (queimado por ele por circunstâncias até hoje não muito bem esclarecidas) Perry começou a carreira bem antes de se sentar a frente de uma mesa de som… Lee Perry em inicio de carreira apenas “King Perry” começou no inicio de 60 cantando o final da Era RnB Jamaicana e inicio do Ska.

Dono de uma voz que não se pode dizer que era das mais belas de todas mas muito peculiar e criativa, Perry gravou muito para seu “mestre”(posteriormente inimigo e depois novamente amigo) Coxsone, pedras raras e lindas do Ska Studio 1 que após briga se moveu para trabalhar com Joe Gibbs gravando mais lindas canções já na Era Rocksteady(canções inclusive de amor – fato não muito corriqueiro na carreira dele), dividiu produções e canções com Prince Buster mas foi somente em 1969 que sua carreira de produtor começou a chamar atenção (ainda trabalhando no estúdio de outro produtores) mas somente por volta de 1972 que seu Black Ark foi fundado e seu primeiro som registrado!

A partir dai sua história teve uma reviravolta e sua carreira linda de cantor(e percussionista) foram semi “esquecidas” tamanha sua genialidade dentro de seu estúdio, genialidade que para mim só pode ser comparada com a do rei Coxsone Dodd.

Genialidade que pra mim o faz o maior produtor da história da música Jamaicana depois de Coxsone, genialidade que pra mim torna o Black Ark o mais influente estúdio Jamaicano após o Studio 1, genialidade que pra mim o faz grande cantor/compositor que inclusive foi um dos grandes responsaveis por colocar Bob Marley no caminho certo do canto/composição e o apresentar para o mundo, genialidade que o fez um GÊNIO que hoje pode rodar o mundo em shows no minimo “estranhos” mas que jamais afetaram sua carreira incrivel seja como cantor/produtor/percussionista/compositor…

Parabéns Mr. Rainford Hugh Perry pelos seus 76 anos!!!

John Holt - A Love I Can Feel [1970]


Álbum de 
Early Reggae que marca o início da carreira solo de John Holt após a saída do grupo The Paragons.
Este cantor e compositor é considerado ícone do Reggae Romântico.

Claro que seu nome por aqui não é novidade para ninguém.

Nascido em 1947, na capital jamaicana, Holt começou cedo no mundo da música. Aos 12 começou a participar de concursos de música. Esses festivais eram muitos comuns na jamaica. Muitos artistas apareciam assim, como foi o caso de Toots & Maytals, Eric Donaldson e Gregory Isaacs.

Como era de se esperar, algum produtor, cedo ou tarde, ficaria interessado em John holt. Isso aconteceu em 63, quando gravou seu primeiro single com o produtor Leslie Kong (o mesmo dono do selo Berverley's).

No ano seguinte, em 1964, John Holt substituiu um integrante do Paragons. Foi quando sua carreira decolou a ponto de partir para seu trabalho solo, inaugurado com esse álbum de 1970, lançado pela Studio One.


Classic!!!

01 - a love i can feel
02 - do you want me
03 - make up
04 - love divine
05 - nobody else
06 - why can't i touch you
07 - tonight
08 - if it don't work out
09 - stranger in love
10 - it's all right
11 - your arms reaching out for me
12 - my heart is gone
13 - can't get you off my mind

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Dennis Alcapone - King of The Track [1974]


Álbum essencial de Alcapone, lançado em 1974 e produzido por ninguém menos que Bunny Lee, que aparece junto ao Dennis na capa. O disco traz o deejay na sua melhor forma, versando em riddims clássicos como Liquidator, Drum Song e Queen of Minstrels.

Com certeza a faixa mais famosa desse álbum é a homenagem ao grande boxeador, campeão dos pesos pesados, Muhammad Ali, que foi batizado como Cassius Clay, mas após se converter ao islamismo alterou seu nome para Ali. Um dos maiores eventos mundiais da história do esporte foi a disputa de título dos pesos pesados em 1974, mesmo ano do lançamento desse disco.

Ali desafiou o então campeão George Foreman para uma luta no Zaire, e mais do que uma disputa de título foi um marco mundial. Ali que havia perdido seu título anos antes para Foreman, por não aceitar o alistamento para Guerra do Vietnã, e ainda foi suspenso do boxe, conseguiu após o fim da guerra novamente reconquistar o que na verdade ele nunca havia perdido, seu cinturão de campeão. George Foreman simbolizava os EUA patriota e conservador, até mesmo pelas cores de seu calção e suas roupas, enquanto Muhammad Ali, um defensor dos direitos humanos, representava o outro lado da moeda. No oitavo round Ali nocauteou George Foreman, para o delírio dos africanos que gritavam "ALI BUMAYE!"(Ali Mata Ele!), e recuperou seu título, mais do que merecido.

Além da track Cassius Clay, o destaque vai para duas faixas que não tiveram tanta notoriedade mas que são verdadeiros murros na cara, Here I Come, gravada por Alcapone antes de sua viagem para a Inglaterra, e Memory Lane, no riddim de Riding for A Fall.

Aquecimento para o show do Dennis Alcapone na Jamboree dia 21 de abril!

01 - King of the Track
02 - Girl of My Dream
03 - Here I Come
04 - Don't Rush It
05 - Memory Lane
06 - Two of Kind
07 - Lorna Banana
08 - Jamaica Way
09 - Freedom Skank
10 - Musical Message
11 - Musical Liquidator
12 - Cassius Clay



Chosen Few - Hit After Hit [1973]



Para mostrar o quanto o reggae é diverso e incorporado a outros ritmos. Esse, no caso, é com muita influência da Soul Music. Vozes extremamente harmoniosas e suaves. Para começar, a música de abertura é  "You're Big Girl Now". Logo de cara já dá para ver a competência e o calibre desse trio vocal liderado pela voz de A.J Franklin. O álbum é tão agradável que é ótimo para mostrar para aqueles que dizem não gostar de reggae. Ainal, não há como não apaixonar-se por esses vocais e essas melodias.

You're A Big Girl Now (Ver 1)
You're A Big Girl Now (Ver 3)
Shaft
Stranger On The Shore
I'm Sorry
Mexican Divorce
People Make The World Go Round
Everybody Plays The Fool
Going Back Home
Melting Pot
Ebony Eyes
Do Your Thing

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Soul to Soul - Dj's Choice (Trojan LP) [197x]

Para entra no clima da vinda de Dennis Alcapone na Jamboree, nada melhor do que uma compilação comandada por ele.

Este álbum foi lançado pela Trojan em 1973 é produzido por Duke Reid, que praticamente escolheu apenas músicas de Dennis Alcapone e Lizzy.

Como destaque, um som que explica o título desse álbum, "Dj's Choice".

Em busca de sua particularidade, cada deejay jamaicano criava seu jargão. Esse estilo de cada um é explicado por Dennis Alcapone.










Dennis Alcapone - Dj's Choice
Dennis Alcapone - The Funky Tang
Dennis Alcapone - Picture On The Wall
Dennis & Lizzy - Cry Tough
Natural Youth - The Jungle Skank
Lizzy - I See Your Face (Version)
Dennis Alcapone - Wake Up Jamaica
Lizzy - Love Is A Treasure
Dennis & Lizzy - Baba Riba Skank
Dennis & Lizzy - The Right Song
Dennis Alcapone - Engine Engine No Nine
Dennis Alcapone - The Wedding Song

You&Me na Rádio Cultura em Belém do Pará


Neste último sábado, 10 de março, alguns dos integrantes da You&Me, Jurássico, Luís e Nego, estiveram na rádio Cultura de Belém do Pará. Além de uma seleção de músicas direto do vinil, também rolou um bate papo sobre música jamaicana, é claro!.

Para quem não pôde conferir, aqui está o áudio do programa recheada de pedras!!!







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VA - Catch This Beat [1966-1968]

"Pegue essa batida". É com essa frase que este álbum da Island Records chamava a atenção dos ingleses para o rocksteady. Apesar de lançado em 1980, 12 anos depois do fim do ritmo, reúne um dos maiores clássicos do gênero como Tonight, de Keith & Tex, Train to Glory, dos Ethiopians e River Jordan, dos The Bases.









The Ethiopians - Train To Glory
Jackie Mittoo - Got My Bugaloo
Alton Ellis & The Flames - Shake It
Slim Smith - The New Boss
Justin Hinds & The Dominoes - Save A Bread
Roy Shirley - I'm A Winner
The Soul Vendors - Swing Easy
Ken Boothe - Train Is Coming
The Defenders - Set Them Free
Peter Tosh & The Wailers - Rasta Put It On
Lynn Taitt & The Jets - Napoleon Solo
The Bases - River Jordan
Derrick Harriott - Do I Worry
The Melodians - I Caught You
Keith & Tex - Tonight
The Melodians & Tommy McCook - Last Train To Expo '67

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Dennis Alcapone - Guns Don't Argue [1971]

Guns Don't Argue
It Must Come
Ain't Too Proud To Beg
Everybody Needs Love
If It Don't Work Out
Teacher Teacher
Left With A Broken Heart
You Got What It Takes
World Wide Love
Someone Dacing With My Girl



Rico Rodriguez - Reco in Reggae Land [1969]


O aluno de Don Drummond!

Rico consegue suavizar as melodias de seu trombone sendo perfeito para acompanhar as batidas de Reggae.

Seu nome verdadeiro é Emmanuel Rodriguez, também conhecido como El Reco . Nasceu em 17 de Outubro de 1934 em Kingston, Jamaica. Aprendeu a tocar Trombone na memorável escola de música Alpha Boys School, tendo como professor ninguém menos que Don Drummond.

Mudou-se em 1961 para a Grã Bretanha,onde começou a tocar com as bandas de reggae inglesas.
Em 1976 gravou o álbum "Man from Wareika" sob contrato com a island records (a mesma que hoje divulga bandas de Pop Rock).

No final dos anos 70 com a onda do Ska 2-tone, Rico tocou algumas bandas do gênero, sendo a mais notável a participação que ele fez com os Specials na música "Rudy A message To you" um cover de Dandy Livingstone que o special acabou tomando para sí. Desde 1996 ele toca em uma banda chamada Jools Holland's Rhythm and Blues Orchestra. em Julho de 2009 ele foi premiado com um MBE, no Buckingham Palace.

Esse álbum foi lançado logo após a morte de seu Professor em 1969. O trabalho é dedicado a ele, tendo como faixa de abertura um tributo a Don Drummond.

Mas como amostra, aqui vai a "Japanese Invasion".








Tribute To Don Drummond
Anancy Rumba
Rainbow In The Rio Mino
Sweet Chariot
Tom Jones
Scare Face
Trombone Man
Japanese Invasion
Top Of The Class
Black Milk
Stranger On The Shore
Place In The Sun

Dennis Al Capone - Forever Version [1971]

Forever Version!! Não haveria nome melhor para o primeiro álbum de Dennis Alcapone. Afinal, foi com versões que o Deejay fez história na música jamaicana.

A receita do sucesso era simples. Versando sobre uma base conhecida, Dennis Alcapone criou seu estilo próprio. Seu gritos marcantes e interjeições fizeram com que Alcapone se destacasse de outros Deejays.

Confira algumas versões que o Deejay criou para sucessos como "Baby Why", "Sweet Talking" e "Baby".









Nanny Version
Run Run
Riddle I This
Baby Version
Sunday Version
Version I Can Feel
Forever Version
Baby Why Version
Dancing Version
Midnight Version
Sweet Talking Version
Version You To The Ball


Tommy McCook - Reggay At It's Best feat. Tommy McCook [1969]


"With the Tops on Jamaica's New Exciting music". É o que anuncia a capa deste álbum lançado em 1969.

Pegando carona nesse novo ritmo jamaicano, o saxofonista Tommy McCook gravou alguns clássicos do período com Coxsone Dodd pela gravadora Treasure.

Logo de cara vem a pedra Liquidator em uma nova roupagem. Live Injection também ganha uma brisa diferente com teclados mais suaves.

Mas o destaque aqui fica com "African Reggay". O som tem basicamente os elementos do reggae em seu início. Algo cru com uma guitarra frenética com um shuffle agitado. Um pouco diferente da visão de que o reggae é levado pelo baixo e bateria.









Liquidator
Live Injection
Dr No Go
Tribute To Don
The Saint
Tonight (With John Holt)
Bongo Niah (With Ken Parker)
African Reggay
Joy Ride
Zylon
Progressive Reggay
Breaking Up (With Alton Ellis)

Áudio do 1º Soundclash de São Paulo! - Jurassic Soundsystem Vs. Muamba Soundsystem

A primeira soundclash de São Paulo foi um evento histórico, talvez o mais importante nos últimos anos na jovem cena de reggae Paulistana, isso porque temos esse evento como uma enorme conquista para a cena, pois ele foi marcado pelo alto nível de profissionalização dos SoundSystems envolvidos, seja pelo belo Warm-up realizado com competência pelas crews REGGAEMATIC e REGGAY 420,ou pela simpatia e experiencia demonstrada por STRANJAH o juiz da noite(não poderia haver escolha melhor), ou pela presença massiva de TODOS soundsystems de São Paulo que compareceram e prestigiaram, alem de todo o publico do reggae que colou massivamente, sem contar é claro o profissionalismo demonstrado pelos participantes.

Independente do resultado da disputa, nós temos aqui uma noite que entrou para a historia, pela bela e divertida disputa travada com muitos tunes e belissimas dubplates disparadas pelo MUAMBA SOUNDS e pela JURASSIC SOUNDSYSTEM,tornando essa festa a mais memoravel e comparável a soundclash de nível internacional !!!

Ou seja os maiores vencedores dessa disputa são todos vocês que compareceram e todos que acompanham esse blog e o árduo trabalho das equipes de som envolvidas no evento. Então, DESFRUTEM !!!
ÁUDIOS

1º ROUND - Apresentação








2º ROUND -








3º ROUND








4º ROUND








5ª ROUND (DUBPLATES)








6º ROUND (DUBPLATES)









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Various Artists - Reggae Various Artists [1976]

Sublime, delicado e envolvente. A maioria é instrumental. Porém, conta com alguns vocais como Owen Gray e Roy Shirley. Foi Lançado pela Third World em 1976 e o destaque fica para "R. Franso - I'm So Sorry".









Buggis - Scorpion Instrumental
Buggis - Midnight Dream
R. Franso - I'm So Sorry
Buggis - Buggis Mood
Ronnie Williams - Jazz Mood
Roy Shirley - Hear My Plea
Owen Gray - Love Vibration
Roy Shirley - Think Twice Before You Answer
Dennis Alcapone & Ulett - The Answers To My Commandments
Fay - Beautiful Dream

Trojan Reggae Party (Recorded Live)

Álbum gravado ao vivo durante uma festa da gravadora Trojan em outubro de 1971. O evento reuniu grandes nomes da época num único show no Antler Lounge em London.

Vale lembrar que esse é um dos poucos registros de shows ao vivo do período early reggae.

No disco, há versões de sons conhecidos como de "Rainy Night in Georgia" cantado por Nicky Thomas, que cometeu suicídio pouco tempo depois.

Cimarons interpretaa o grande sucesso de John Holt, "Stick By Me" e ainta tem uma pequena participação de Count Prince Miller com Mule Train.

Há ainda a participação de Bruce Ruffin, numa rara aparição ao vivo. O disco foi lançado ainda em 1971, mas, ao que parece, com uma tiragem limitada, pois até hoje o disco é bem raro.









a1 The Cimarons - Come Tomorrow
a2 The Cimarons - Stick By Me
a3 Nicky Thomas - Rainy Night In Georgia
a4 Nicky Thomas - Midnight Hour/Lay Lady Lay Medley
a5 Bruce Ruffin - Rain
a6 Bruce Ruffin - Bitterness Of Life
b1 Count Prince Miller - Mule Train
b2 The Pioneers - La La Means I Love You
b3 Dandy - You Don't Care
b4 Delroy Wilson - Better Must Come
b5 Honey Boy - Jamaica
b6 Greyhound - Move On Up
b7 Greyhound - You Made Me So Very Happy

Various Artsists - RockSteady Coxsone Style [196x]

Compilado de algumas produções de rocksteady do Coxsone Dodd bem diferente do que costuma sair por aí. Vale a pena!









A1. Winston & Robin - Bad MInd Grudgeful-1
A2. Beneet &Dennis - Puppy Love
A3. Cannon & The Soul Vendors - Bad Treatmant
A4. Bumps Oakley - Get A Lick
A5. Sultans - Hip Hug Her
A6. Let Me Love You - Jacob Miller
B1. Termites - Rub Up Push Up-1
B2. Winston & Robin - Wailing Time
B3. Eric Frater - Venus
B4. Marshall Williams - Norwegian Wood
B5. Soul Vendors - Love Me Girl
B6. Winston Holness - You Shouldn´t Be The One

Roy Burrowes with Clifford Jordan and Charles Davis - Reggae Au Go Jazz (Studio One Jazz)


A música Jamaicana deve muito ao Jazz. O ritmo foi muito bem incorporado pelo Ska com improvisos de trompetes e saxofones. É só reparar em grupos como Skatalites e outros do estilo chamado Ska-Jazz.

Mas a relação do Jazz com o Early Reggae é mais inusitada.

Esse álbum é a prova da grande adaptabilidade do Reggae a outros ritmos. Mostra também como o mercado fonográfico é falho em retirar de circulação obras recentes como essa, lançada em 1999, e que hoje em dia só é encontrada na mão de colecionadores. Apesar do álbum ser de 99, as bases são clássicos da Studio One do fim da década de 60 e o começo de 70.

Coxsonne Dodd convidou o Trompetista jamaicano de Jazz Roy "Bubbles" Burrowes para improvisar em alguns de seus mais famosos riddims da Studio One.

Acompanhando Roy Burrowes nos improvisos vieram os Saxofonistas norte-americanos Clifford Jordan e Charles Davis para incrementar um dos melhores álbuns de instrumentais de Early reggae e Rocksteady. A Maioria das bases são instrumentais do Sound Dimension, grupo base da Studio One, com alguns nomes como Jackie Mittoo, Roland Alphonso, Ernest Ranglin e Cedric Im Brooks.









1. Wet Land
2. Jericho Jazz
3. Bubble's Bubble
4. My Father's Jazz
5. Thirty One Thirty Five
6. Soul Sender
7. Dont Wait Too Long
8. Mount Zion Rock
9. Jamrec Jam
10. Mr. Loving Spoon
11. Reggae Au Go Jazz
12. Jazz Ville Funk

Pat Kelly - Pat Kelly Sings [1969]

De voz calma, ele chega quase a sussurrar, incorporando elementos dos grandes vocais de Soul, com forte influência de Sam Cooke e Curtis Mayfield.

Ao lado de Winston Rilley e Bruce Ruffin, do qual foi companheiro no grupo Techniques.

Pat Kelly teve a difícil missão de substituir Slim Smith, que deixou o grupo para fazer carreira solo, e pouco tempo depois morrer.

Este álbum é, sem dúvida, a melhor fase do cantor. O destaque fica até difícil, mas escolhi para exemplo a "A thounsand Years". Ela mostra bem o estilo de cantar quase sussurrando, póprio do Soulful, somada às melodias instrumentais, típica do reggae em seu começo, com uma guitarra em um shuffle mais acelerado, e o tecladinho também muito característico da época, considerada a de ouro no Reggae.

Pat Kelly ainda está na ativa, mas com seu som bem diferente.









a1 Since You Are Gone
a2 Troubling Mind
a3 Tracks Of My Tears
a4 How Long Will It Take
a5 A Thousand Years
a6 Try To Remember
b1 Dark End Of The Street
b2 Festival Time
b3 Workman Song
b4 If I Don't Work Out
b5 Great Pretender
b6 Never Give Up

History of Carnival [1933-39]


O que o carnaval te lembra? Samba, certo? Pois saiba que em cada lugar essa festa é embalada por trilhas sonoras diferentes. Só aqui no Brasil, temos o Frevo em Pernambuco, o axé na Bahia, o maracatu no Ceará . Isso sem contar os eventos paralelos que misturam carnaval com rock, musica eletrônica entre outros. 

Mas como aqui o papo é a Jamaica, falaremos um pouco da cultura carnavalesca caribenha.



 O primeiro pais da ilha a comemorar os festejos foi a ilha de Trinidad e Tobago. Ele também foi fundamental para a criação do estilo musical Calypso, que posteriormente daria origem ao Ska, Rocksteady, Reggae, entre outros. 


O carnaval em Trinidad era orientado pelo catolicismo e teve seu início logo após a chegada dos Franceses, por volta de 1975, quando trouxeram entre seus costumes, o de comemorar o carnaval. 

Ao contrario do usual, a historia do carnaval em Trindade é violenta e triste. Devido a economia totalmente agrária, foi necessário a vinda de escravos africanos para trabalhar nos canaviais a fim de suprir a mão-de-obra. Eis a principal característica do carnaval caribenho, sua forte influencia africana, tanto na musica, quanto nas vestimentas. Daí que vem o uso de máscaras e adornos. 

Em certo momento, a população negra representava uma boa parte dos habitantes, o que desencadeou atritos entre as etnias. Os colonizadores tentavam de qualquer maneira reprimir o carnaval por lá. Para isso usavam a força policial, o que muitas vezes resultou em mortes e revolta da população. Em 1938 a escravidão foi abolida, e o carnaval deixou de ser algo de salão e fundo de quintal e passou a tomar conta das ruas, como uma grande festa popular. 

Mas a alegria ainda não reinava solta. Apesar de não haver mais a escravidão, havia o sentimento de inferioridade e hostilidade com outras etnias. Para piorar a historia de conflitos, foram trazidos alguns asiáticos, principalmente chineses para trabalhar nas lavouras. Isso criou mais atrito ainda, agora entre os brancos, amarelos e os negros. 

Um dos episódios mais representativos e violentos desse conflito ficou conhecido como "Canboulay Riot". Os ex escravos como forma e protesto, ateavam fogo em tochas para representar o trabalho da queima do canavial para a colheita, o problema é que o ato foi duramente combatido pela policia local, o que resultou em mais conflitos. Até que que foi totalmente proibido, e a partir de então, os ânimos começaram a acalmar. 

O carnaval de Trinidad começou a popularizar-se cada vez mais se espalhando por suas ilhas vizinhas como a Jamaica, onde caiu no gosto do povo por ser uma festa alegre e com muita música e diversão. 

Enquanto o carnaval de Trinidade era embalado por cantigas de Calypso e Mento, o da Jamaica ficou marcado pelo ritmo "Soca". 


01 - attila the hun - history of carnival 
02 - wilmoth houdini - way down sobo 
03 - king radio and the tiger - millington 
04 - attila the hun - archie boulay 
05 - the lion - hojoe 
06 - the attila - zingue talala 
07 - john buddy williams & his blue rhythm orchestra - barre-a-oh 
08 - lord invader - demasbar 
09 - king radio - matilda 
10 - the lion - buddy abraham 
11 - the caresser - madame khan 
12 - al philip iere syncopators - play mass don't do me that 
13 - lionel belasco & his orchestra - juliane 
14 - the executor - christmas is a joyful day 
15 - the lion - netty netty 
16 - lord beginner - christmas morning the rum had me yawning 

A história do Carnaval do Caribe - History of Carnival [1933-39]










O carnaval pode até lembrar samba, mas em cada lugar essa festa é embalada por trilhas sonoras diferentes. Só no Brasil temos o Frevo, em Pernambuco, o axé na Bahia, o maracatu, no Ceará.

Mas como aqui o papo é a Jamaica, falaremos um pouco da cultura carnavalesca caribenha.

O primeiro país da ilha a comemorar os festejos foi a ilha de Trinidad e Tobago.

O carnaval em Trinidad era influenciado pelo catolicismo e teve seu início logo após a chegada dos Franceses, por volta de 1975, quando trouxeram entre seus costumes, o de comemorar o carnaval.

Ao contrario do Brasil, a historia do carnaval em Trindade é violenta e triste.

Devido a economia totalmente agrária, foi necessário a vinda de escravos africanos para trabalhar nos canaviais a fim de suprir a mão-de-obra. Eis a principal característica do carnaval caribenho, sua forte influencia africana, tanto na musica, quanto nas vestimentas. Daí que vem o uso de máscaras e adornos.

Em certo momento, a população negra representava uma boa parte dos habitantes, o que desencadeou atritos entre as etnias. Os colonizadores tentavam de qualquer maneira reprimir o carnaval por lá. Para isso usavam a força policial, o que muitas vezes resultou em mortes e revolta da população. Em 1938 a escravidão foi abolida, e o carnaval deixou de ser algo de salão e fundo de quintal e passou a tomar conta das ruas, como uma grande festa popular.

Mas a alegria ainda não reinava solta. Apesar de não haver mais a escravidão, havia o sentimento de inferioridade e hostilidade com outras etnias. Para piorar a historia de conflitos, foram trazidos alguns asiáticos, principalmente chineses para trabalhar nas lavouras. Isso criou mais atrito ainda, agora entre os brancos, amarelos e os negros.

Um dos episódios mais representativos e violentos desse conflito ficou conhecido como "Canboulay Riot". Os ex escravos como forma e protesto, ateavam fogo em tochas para representar o trabalho da queima do canavial para a colheita, o problema é que o ato foi duramente combatido pela policia local, o que resultou em mais conflitos. Até que que foi totalmente proibido, e a partir de então, os ânimos começaram a acalmar.

O carnaval de Trinidad começou a popularizar-se cada vez mais se espalhando por suas ilhas vizinhas como a Jamaica, onde caiu no gosto do povo por ser uma festa alegre e com muita música e diversão.

Enquanto o carnaval de Trinidade era embalado por cantigas de Calypso e Mento, o da Jamaica ficou marcado pelo ritmo "Soca".

Esse álbum compila alguns dos sons entre 1933 e 1939 que representavam essa cultura. Vale a pena para conhecer as raízes da música jamaicana. 


01 - attila the hun - history of carnival
02 - wilmoth houdini - way down sobo
03 - king radio and the tiger - millington
04 - attila the hun - archie boulay
05 - the lion - hojoe
06 - the attila - zingue talala
07 - john buddy williams & his blue rhythm orchestra - barre-a-oh
08 - lord invader - demasbar
09 - king radio - matilda
10 - the lion - buddy abraham
11 - the caresser - madame khan
12 - al philip iere syncopators - play mass don't do me that
13 - lionel belasco & his orchestra - juliane
14 - the executor - christmas is a joyful day
15 - the lion - netty netty
16 - lord beginner - christmas morning the rum had me yawning